Como o PCC se infiltrou no agro para erguer um império criminoso

Usinas, fazendas e fintechs foram usadas como fachada em um esquema que movimentou mais de R$ 50 bilhões, segundo investigações

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Como o PCC se infiltrou no agro para erguer um império criminoso
29deAgostode2025ás10:42

A megaoperação Carbono Oculto, deflagrada em conjunto com as operações Quasar e Tank, revelou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) expandiu sua atuação para além do tráfico de drogas, infiltrando-se no setor sucroenergético e no mercado de combustíveis.

O agronegócio foi usado como instrumento para lavagem de dinheiro e ampliação do poder econômico.

Segundo as investigações, a facção movimentou mais de R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, com um rombo estimado em R$ 8 bilhões em tributos sonegados.

A estrutura incluía uma fintech que atuava como “banco paralelo”, sozinha responsável por movimentar R$ 46 bilhões, além do controle de cerca de 40 fundos de investimento com patrimônio de R$ 30 bilhões. 

O grupo também teria adquirido um terminal portuário, usinas de etanol, 1,6 mil caminhões-tanque e mais de 100 imóveis, incluindo seis fazendas em São Paulo avaliadas em R$ 31 milhões e uma casa de luxo em Trancoso (BA), estimada em R$ 13 milhões.

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Do canavial ao posto