Lula detalha encontro com Trump na ONU: ‘Pintou uma química mesmo'

    Em Nova York, Lula destaca aproximação com Donald Trump, reforça convite para a COP30 e cobra reforma da ONU

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    Lula detalha encontro com Trump na ONU: ‘Pintou uma química mesmo'
    25deSetembrode2025ás08:17

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (24) que "aquilo que parecia impossível deixou de ser impossível e aconteceu" ao comentar o encontro com Donald Trump durante a Assembleia Geral da ONU.

    Lula destacou ainda que "pintou uma química mesmo" com o presidente dos Estados Unidos.

    Durante coletiva de imprensa em Nova York, Lula disse estar satisfeito com o resultado da viagem e com o aceno de Trump em abrir diálogo entre os dois países.

    "Aquilo que parecia impossível, deixou de ser impossível e aconteceu. Eu fiquei feliz quando Trump disse que pintou uma química boa entre nós", declarou.

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    O presidente afirmou que não há motivo para atritos e ressaltou a importância de uma parceria sólida entre Brasil e Estados Unidos.

    “Eu acho que é muito importante essa relação. Eu torço para que dê certo. Brasil e Estados Unidos são as duas maiores democracias do continente. Temos muitos interesses empresariais, industriais, tecnológicos e científicos. Temos muito interesse no debate sobre a questão digital e a inteligência artificial, na questão comercial”, disse.

    “Fiz questão de dizer ao presidente Trump que temos muito o que conversar. Tem muitos interesses dos dois países em jogo, tem muita coisa para se discutir sobre a necessidade de a gente garantir a paz no planeta terra, e eu fiquei satisfeito quando ele disse que é possível a gente conversar”, acrescentou.

    COP30 em Belém

    Lula também falou sobre a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), marcada para novembro em Belém.

    O presidente reafirmou que o encontro será a “COP da verdade”, destinada a medir o real compromisso global no combate às mudanças climáticas.

    “Vamos ter que colocar alguns cientistas para falar com os chefes de Estado, e é muito importante que todos os que compareçam lá ouçam dos cientistas o que está acontecendo no mundo, para facilitar a nossa tomada de decisões”, afirmou.

    Segundo Lula, os países estão apresentando NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas) “bastante rigorosas e razoáveis”, o que considera um avanço.

    Reformas na ONU

    O presidente voltou a defender mudanças profundas na estrutura da Organização das Nações Unidas.

    “Todos vocês sabem que eu defendo uma governança mundial mais forte. Por isso que temos brigado há muito tempo para que a ONU seja reformulada, desde o seu estatuto até a sua composição com todos os membros, porque ela está mal representada. A fotografia de 2025 do mundo não é mais a de 1945, os países evoluíram, a humanidade evoluiu. É preciso acabar com o direito de veto e é preciso que, sobretudo, na questão do clima, quando tiver uma votação, é preciso que todos cumpram”, afirmou.

    Críticas ao armamentismo e defesa da paz

    Lula também criticou o investimento crescente de diferentes países em armamentos, em contraste com a necessidade de enfrentar problemas sociais e ambientais.

    “Eu não consigo entender porque o mundo quer destruir quando nós precisamos construir. Não é normal o que está acontecendo na Rússia e na Ucrânia, não é normal o que está acontecendo em Gaza, não é normal a quantidade de conflitos que temos, que é maior desde a Segunda Guerra Mundial. Não é normal a quantidade de países que estão gastando trilhões de dólares em armamento, quando precisamos trilhões de dólares para acabar com a fome no mundo”, disse.

     

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