Agricultura tropical pode ser a chave para a paz e combate à fome, diz Roberto Rodrigues

    Ex-ministro antecipa posição do Agro brasileiro na COP30 e alerta para injustiças ambientais no Plano Clima

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    O tema foi abordado durante o ABMRA Ideia Café, realizado em 23 de outubro pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro. (Foto - Foto: Daniel Fagundes/Trilux)

    O tema foi abordado durante o ABMRA Ideia Café, realizado em 23 de outubro pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro. (Foto - Foto: Daniel Fagundes/Trilux)

    24deOutubrode2025ás14:20

    A agricultura tropical, desenvolvida pela ciência brasileira, pode ser uma das soluções mais poderosas para enfrentar a fome e promover a paz mundial.

    A afirmação é do ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, que coordena o documento que representará o setor privado brasileiro na COP30, em Belém (PA) no mês de novembro. 

    Segundo ele, o modelo produtivo tropical, sustentável e de alta eficiência, é um exemplo que pode ser replicado em outros países em desenvolvimento. 

    O tema foi abordado durante o ABMRA Ideia Café, realizado em 23 de outubro pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA). O encontro contou com a mediação do vice-presidente da entidade, Julio Cargnino, e reuniu lideranças do setor para discutir o papel do Brasil na conferência do clima de 2025.

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    Agro brasileiro na COP30 

    Rodrigues explicou que o documento, elaborado com a contribuição de entidades, especialistas e representantes do agronegócio nacional, sintetiza cinco décadas de avanços da agricultura tropical — com a ciência, a tecnologia e a sustentabilidade como eixos centrais.

    “É uma história que deve orgulhar o povo brasileiro. A agricultura tropical é uma conquista da ciência nacional e pode ser a chave para combater a fome e promover a paz no mundo”, afirmou. 

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    O texto, que será entregue ao embaixador André Corrêa do Lago, coordenador da conferência no Brasil, também propõe uma agenda de cooperação internacional para financiar a transição sustentável e revisar as regras de comércio global, consideradas injustas com os países emergentes. 

    Alerta ao governo 

    Durante o evento, Rodrigues fez um alerta sobre o Plano Clima, em elaboração pelo Governo Federal.

    “Não podemos aceitar que crimes ambientais sejam colocados na conta de quem produz dentro da lei. Isso é injusto e prejudica a imagem do Brasil no mercado internacional”, destacou o ex-ministro. 

    Ele adiantou ainda que o documento será apresentado oficialmente em Brasília, em uma reunião conjunta entre o Instituto Pensar Agro (IPA) e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), antes de seguir para a COP30.

    Em Belém, Rodrigues também coordenará dois painéis oficiais na área de governo da conferência: um sobre carne e carbono e outro sobre agroenergia e biocombustíveis. 

    Diálogo e protagonismo 

    Para o presidente da ABMRA, Ricardo Nicodemos, o encontro reforça o papel da entidade como espaço de diálogo e reflexão sobre temas estratégicos do agronegócio.

    “O professor Roberto Rodrigues é uma das vozes mais respeitadas do Agro brasileiro. Tê-lo conosco em um momento tão decisivo demonstra a relevância desse fórum para o futuro da comunicação e da imagem do setor”, disse. 

    O vice-presidente da associação, Julio Cargnino, completou que o ABMRA Ideia Café cumpre o papel de aproximar lideranças e promover o debate qualificado.

    “A ABMRA tem a missão de construir pontes entre o Agro e a sociedade, valorizando o conhecimento, a inovação e a transparência. Essa conversa com o professor Roberto Rodrigues sintetiza exatamente isso”, afirmou.

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