Selic a 15%: até quando o Banco Central vai manter os juros altos?
Produtores rurais pedem novamente alívio no crédito, e esperança reacende sobre possível queda de 0,5% em março
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O Banco Central decidiu manter, pela quinta vez consecutiva, a taxa Selic em 15% ao ano, índice que segue nas alturas, o mais alto desde 2006 e que pesa (e muito) no custo do crédito no Brasil.
A decisão unânime do Comitê de Política Monetária (Copom) foi divulgada nesta semana e era esperada pelos mercados, mas tem gerado debate, especialmente entre os setores produtivos, entre eles o agro, que convivem com juros altos há anos.
A Selic elevada é a principal ferramenta que o Banco Central usa para segurar a inflação, medida oficial de preços no país.
Mesmo com o recuo da inflação no ano passado e projeções que apontam para números mais comportados e dentro da meta em 2026, o Copom optou por manter os juros no mesmo patamar.
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Porém, deixou mais nítido em sua ata que a redução pode ter início a partir da próxima reunião, marcada para março, desde que o cenário econômico permaneça estável.