Abramilho vê Brasil 15 anos atrasado em fertilizantes e alerta para dependência externa do agro

Representantes da entidade afirmam que guerras, concentração das exportações e dependência de insumos importados aumentam vulnerabilidade do setor

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Diretor executivo da Abramilho, Glauber Silveira, criticou a demora do Brasil em avançar em projetos ligados à produção nacional de fertilizantes

Diretor executivo da Abramilho, Glauber Silveira, criticou a demora do Brasil em avançar em projetos ligados à produção nacional de fertilizantes

18deMaiode2026ás15:27

A dependência brasileira de fertilizantes importados, o avanço das tensões geopolíticas e a concentração das exportações agrícolas em alguns mercados acenderam um alerta dentro da cadeia do milho.

Representantes da  Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho) avaliam que o Brasil demorou para tratar os fertilizantes como tema estratégico e agora enfrenta os reflexos dessa decisão em meio a guerras, disputas comerciais e incertezas globais.

Em entrevista ao Agrofy News, o diretor executivo da Abramilho, Glauber Silveira, criticou a demora do Brasil em avançar em projetos ligados à produção nacional de fertilizantes e afirmou que o atraso já cobra um preço do setor.

“O Brasil nessa questão de fertilizante está atrasado 15 anos e a gente vai pagar caro por esses 15 anos”, declarou.

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Apesar de reconhecer avanços recentes e projetos em andamento, ele avaliou que os resultados ainda devem demorar para chegar efetivamente ao mercado. Segundo ele, os impactos das guerras e da geopolítica passaram a fazer parte da rotina do produtor rural brasileiro.

“Hoje o produtor acompanha guerra como acompanhava antigamente a previsão do tempo”, disse.

Silveira afirmou que a preocupação aumentou após o agravamento das tensões envolvendo o Irã, especialmente pelos possíveis reflexos sobre combustíveis, fertilizantes e outros insumos utilizados no campo.

“Tanto que, a partir do momento que começou a guerra do Irã, todo mundo ficou louco atrás de produtos, principalmente diesel, porque a gente sabe que isso afeta.”