Paulo Teixeira pedirá que MST negocie soluções com a Suzano

    Ministro do Desenvolvimento Agrário diz que acompanha invasão em três fazendas na Bahia e acredita que conflito será solucionado mediante diálogo

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    Ministro diz que governo tem uma divisão para lidar conflitos da área rural. (foto - reprodução CNN Brasil)

    Ministro diz que governo tem uma divisão para lidar conflitos da área rural. (foto - reprodução CNN Brasil)

    02deMarçode2023ás15:44

    Em entrevista à CNN Brasil, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, afirmou nesta quinta-feira (dia 2) que irá sugerir ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que “negocie soluções” em relação aos terrenos ocupados da empresa Suzano em Mucuri, na Bahia.

    Na madrugada de segunda-feira (27), o MST invadiu três fazendas de monocultivo de eucalipto da Suzano nas cidades baianas de Teixeira de Freitas, Mucuri e Caravelas.

    Nos últimos 10 dias, já são 12 propriedades rurais privadas invadidas (sendo oito pela Frente Nacional de Luta Campo e Cidade - FNL).  

    Segundo Teixeira, o governo foi procurado pelo vice-presidente da Suzano, que reportou ao ministro a situação nas fazendas. “Vou ligar para o MST e sugerir que possam negociar soluções em relação ao terreno [em Mucuri]”, disse à CNN.

    O ministro disse ainda o conflito entre o MST e a Suzana existe há quase dez anos na área, e que a invasão teria relação com a retomada das negociações entre as partes.

    Liminar

    Já ontem (dia 1º), a Justiça da Bahia determinou que seja feita a reintegração de posse da fazenda em Mucuri.

    O juiz Renan Souza Moreira estipulou uma multa de R$ 5.000 por dia aos membros do MST caso eles ocupem outras áreas vizinhas da fazenda.

    “A equipe do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome vai recuperar junto com a Suzano a negociação. Vamos enviar o pedido de negociação da área e teremos reuniões com os dois na semana que vem”, acrescentou Paulo Teixeira.

    “Vamos tratar os conflitos buscando que sejam resolvidos mediante diálogo e dentro da Constituição”, completou o ministro.

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