Prepare o bolso: ceia de Natal será mais cara para os brasileiros em 2024
Lombo de porco com osso e azeite de oliva lideram altas
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A ceia de Natal ficará mais pesada no orçamento dos brasileiros este ano. De acordo com o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), divulgado nesta terça-feira (17) pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a cesta de Natal registrou aumento médio de 7,70% em 2024, superando a inflação acumulada no período.
O destaque foi o lombo de porco com osso, que apresentou a maior alta entre os 15 itens tradicionais da cesta natalina, com inflação de 25,98%.
O produto surpreendeu ao ultrapassar o aumento do azeite de oliva extra virgem 500ml, que acumula variação de 21,47%.
Entre os outros itens que mais subiram estão:
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Lombo de porco c/ osso kg - 25,98%
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Azeite de oliva extra virgem 500ml - 21,47%
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Suco néctar de laranja litro - 20,35%
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Palmito inteiro 300g - 9,92%
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Bombom cx 251g - 9,27%
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Azeitona verde c/ caroço 500g - 7,25%
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Vinho tinto 750ml - 5,40%
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Molho de tomate 340g - 5,12%
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Suco néctar de morango litro - 2,83%
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Macarrão espaguete 500g - 2,32%
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Atum sólido 170g - 2,20%
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Queijo ralado 100g - 1,97%
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Panetone frutas cristaliz. 400g - 0,59%
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Champagne 660ml - 0,40%
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Peru kg - 0,16%

Inflação acima da média
Segundo Guilherme Moreira, coordenador do IPC-Fipe, a alta na cesta de Natal ficou acima da média da inflação do período em relação ao ano passado.
“Nós já estamos com 4,33% de inflação no IPC da FIPE até novembro e a cesta de Natal apresentou aumento de 7,70%, ou seja, bem acima da inflação. As carnes, de maneira geral, subiram muito e isso foi o que mais pesou. As frutas também tiveram aumento expressivo, em especial uva (com quase 20%) e pêssego (com 19%)”, conta.
Moreira explicou que fatores climáticos e econômicos contribuíram para o aumento dos preços.
“Isso tem a ver com a seca de setembro, as ondas de calor que nós tivermos no final do ano passado, mas também tem um pouco de impacto de câmbio nesse preço, esse ano nós tivemos uma desvalorização cambial de quase 25%. Isso afeta os alimentos de várias maneiras, não só os que são importados, mas também o custo de produção aqui no Brasil”, diz.
Itens de Natal
A pesquisa também analisou produtos que, apesar de não integrarem a cesta de Natal tradicional, têm maior demanda no fim do ano.
Um exemplo é a picanha, que apresentou aumento de 20,75% e costuma marcar presença em churrascos e confraternizações. Outros itens incluem o pernil com osso (28,62%) e frutas sazonais, como uva e pêssego.
Veja a lista de itens de Natal
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Pernil com osso kg - 28,62%
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Filé mignon kg - 24,25%
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Picanha kg - 20,75%
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Uva kg (feira) - 19,80%
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Pêssego kg (feira) - 18,96%
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Morango caixa (feira) - 11,08%
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Bolo pronto kg - 6,08%
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Sorvete kg - 4,13%
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Bacalhau kg - 3,64%
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Chester kg - 2,62%
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Farofa kg - -6,50%

“Na cesta de Natal estão produtos típicos das cestas prontas, enquanto nos itens de Natal consideramos aqueles que, apesar de não serem típicos, têm consumo ampliado nesta época. Um exemplo é a picanha, que, mesmo fora da cesta tradicional, está presente em churrascos e comemorações”, explica o coordenador do IPC-FIPE.
Segundo ele, os números reforçam a importância do planejamento antecipado para economizar nas festas de fim de ano.