Com queda na aprovação de Lula, Caiado e Felipe Neto testam pré-candidatura à Presidência da República

    Governador de GO entra na disputa pelo Planalto enquanto influenciador usa eleição como marketing

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    Com queda na aprovação de Lula, Caiado e Felipe Neto testam pré-candidatura à Presidência da República
    04deAbrilde2025ás17:05

    Com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentando o pior momento desde o início do terceiro mandato, dois nomes de perfis bem distintos se movimentaram no cenário político nesta semana: o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), e o influenciador digital Felipe Neto.

    Nesta sexta-feira (4), Caiado oficializou sua pré-candidatura à Presidência da República em evento realizado no Centro de Convenções de Salvador (BA), onde recebeu o título de "Cidadão Baiano" e a Comenda 2 de Julho.

    Já Felipe Neto, em uma ação de marketing, anunciou e depois desmentiu sua suposta entrada na corrida presidencial de 2026.

    Caiado aposta em "coragem para endireitar o Brasil"

    No discurso em Salvador, Caiado reforçou seu histórico político e fez duras críticas à gestão federal. “Acreditem no Ronaldo Caiado. Eu não vou desonrar o voto de vocês”, afirmou. “Eu cresço na adversidade. Vamos para o debate, e temos condições de reajustar e recuperar este país”.

    Com o slogan “coragem para endireitar o Brasil”, o governador goiano criticou diretamente o governo Lula: “Quem quer um governo desse, ressuscitando programa antigo? O governo Lula não tem plano. Não sabe para que veio”, disparou, citando ainda a inflação como um dos principais problemas atuais.

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    Caiado também destacou a importância da pré-candidatura como forma de se apresentar ao eleitorado nacional.

    “Nosso assunto aqui é lançar a pré-candidatura, levar essa prévia à população brasileira. Esse é o motivo da decisão do União Brasil em caminhar, com tempo, para que as pessoas nos conheçam. Quem conhece o governo de Caiado, vota em Caiado”, disse.

    Médico de formação, Ronaldo Caiado tem 75 anos e ocupa o governo de Goiás desde 2019. Antes disso, foi deputado federal por cinco mandatos e senador. 

    Felipe Neto provoca, recua e divulga “1984”

    Já o influenciador Felipe Neto causou alvoroço nas redes ao anunciar, na quinta-feira (3), sua pré-candidatura à Presidência da República.

    O anúncio, no entanto, durou poucas horas. Nesta sexta (4), o empresário voltou atrás e revelou que a declaração fazia parte de uma ação de marketing para divulgar o audiolivro de 1984, clássico de George Orwell que retrata um regime autoritário e manipulador da informação.

    “Espero, do fundo do coração, que não tenham acreditado”, escreveu Felipe Neto, após ter afirmado que sua suposta candidatura não era por vaidade, já que havia conquistado independência financeira e reconhecimento público.

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    A "brincadeira" dividiu opiniões e gerou críticas nas redes sociais. Alguns apontaram irresponsabilidade no uso da imagem pública e da política como ferramenta de promoção pessoal. Outros enxergaram na ação uma crítica indireta ao atual cenário político e à manipulação de informações.

    No anúncio original, Felipe chegou a justificar a iniciativa dizendo que, mesmo sem experiência política, tinha a seu favor “a maior arma do nosso tempo: o uso das redes sociais”.

    Popularidade de Lula em queda

    As movimentações ocorrem em meio a um momento de desgaste do governo federal. Segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada na quarta-feira (2), a reprovação ao governo Lula subiu de 49% em janeiro para 56% agora — a primeira vez que ultrapassa a marca de 50%. A aprovação caiu de 47% para 41%.

    A avaliação negativa do presidente também aumentou, passando de 37% para 41%. Já as opiniões positivas caíram de 31% para 27%. Outros 29% consideram o governo regular, enquanto 3% não souberam ou não quiseram responder.

    A pesquisa ouviu 2.004 brasileiros entre os dias 27 e 31 de março e tem margem de erro de dois pontos percentuais.

    Entre os fatores apontados para a queda de popularidade estão a polêmica envolvendo o Pix, a alta dos preços de alimentos e combustíveis, falhas de articulação com o Congresso e problemas recorrentes na comunicação do governo.

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