Desaprovação ao Governo Lula sobe 7 pontos e ultrapassa 50% pela primeira vez, aponta pesquisa
Maioria dos eleitores avalia que gestão atual é inferior à de Bolsonaro
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A gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vive seu pior momento desde o início do mandato.
Segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (2), a desaprovação ao governo subiu de 49% em janeiro para 56% agora, enquanto a aprovação caiu de 47% para 41%. É a primeira vez que a reprovação ultrapassa a marca dos 50%.
O levantamento ouviu 2.004 brasileiros entre os dias 27 e 31 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
A queda de popularidade é atribuída, entre outros fatores, à polêmica envolvendo o Pix, à alta dos preços de alimentos e combustíveis, à dificuldade de articulação com o Congresso Nacional e a falhas na comunicação do governo.
Avaliação da gestão também piora
A avaliação negativa do presidente também avançou: passou de 37% para 41%. Já as opiniões positivas caíram de 31% para 27%. Outros 29% avaliam o governo como regular (eram 28% em janeiro), e 3% não souberam ou não quiseram responder.
Desde o início da série histórica da Quaest, em abril de 2023, este é o pior desempenho do atual governo. Em agosto do ano passado, o Planalto chegou a registrar 42% de avaliação positiva e apenas 24% de negativa.
Comparação com Bolsonaro e perda de apoio entre eleitores
Pela primeira vez, mais eleitores consideram o governo Lula pior do que o do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo a pesquisa, 43% dizem que a atual gestão é inferior, enquanto 39% a consideram melhor. Outros 15% veem os dois governos como equivalentes.
A queda de apoio é perceptível até entre os eleitores que votaram em Lula no segundo turno das eleições de 2022. Entre eles, a aprovação caiu de 81% para 72%, enquanto a desaprovação subiu de 17% para 26%.
Entre os eleitores de Bolsonaro, a rejeição segue elevada: 92% desaprovam Lula, enquanto apenas 7% aprovam.
Percepção econômica agrava quadro
A visão sobre a economia também é majoritariamente negativa. Para 56% dos entrevistados, a situação econômica piorou nos últimos 12 meses.
Apenas 16% enxergam melhora, enquanto 26% acreditam que tudo permanece igual.
Desempenho regional
A queda de aprovação foi registrada em todas as regiões do país, com destaque para o Nordeste, historicamente favorável ao petista.
Pela primeira vez, houve empate técnico na região: a aprovação caiu de 59% para 52%, enquanto a desaprovação subiu para 46%. A margem de erro para esse recorte é de 4 pontos percentuais.
Veja os números por região:
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Nordeste: 52% aprovam, 46% desaprovam
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Sudeste: 37% aprovam, 60% desaprovam (margem de erro: 3 pontos)
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Sul: 34% aprovam, 64% desaprovam (margem de erro: 6 pontos)
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Centro-Oeste/Norte: 44% aprovam, 52% desaprovam (margem de erro: 8 pontos)
Recortes sociais
Entre as mulheres, a desaprovação subiu de 47% para 53%; a aprovação recuou de 49% para 43%. Entre os homens, a reprovação aumentou de 52% para 59%, e a aprovação caiu de 45% para 39%. Em ambos os casos, a margem de erro é de 3 pontos percentuais.
Entre os eleitores com renda familiar de até dois salários mínimos, também houve empate técnico: a aprovação caiu de 56% para 52%, enquanto a desaprovação subiu de 39% para 45%. A margem de erro nesse grupo é de 4 pontos percentuais.