Lula troca de avião após falha no motor no Pará e diz que vai dormir em barco na COP30
Essa não foi a primeira vez que o presidente enfrentou problemas com aeronaves
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisou trocar de aeronave na manhã de quinta-feira (2), enquanto cumpria agenda oficial na Ilha do Marajó, no Pará.
O avião da Força Aérea Brasileira (FAB) que transportava a comitiva apresentou falha no motor ainda no solo, no Aeroporto Internacional de Belém, e precisou ser substituído.
“Fui pegar o avião para ir para o Marajó e teve um problema no motor do avião. O avião [do modelo] Casa da Força Aérea Brasileira. E eu só tinha que agradecer a Deus porque podia ter tido um problema quando eu estivesse no ar e teve quando eu estava em terra”, contou Lula em entrevista à TV Liberal.
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Segundo o presidente, todos os passageiros precisaram desembarcar imediatamente.
“Nós tivemos que descer do avião, com risco de o avião pegar fogo. E nós fomos num avião [modelo] Brasília [para a Ilha do Marajó]”, disse. Após o incidente, Lula visitou o Santuário de Nossa Senhora de Nazaré, em Belém.
Em nota, o Palácio do Planalto confirmou o episódio.
“Ainda em solo, durante os procedimentos de acionamento dos motores, foi identificado um problema técnico-operacional na aeronave. Por precaução e seguindo protocolos de segurança, a FAB optou por utilizar uma aeronave reserva (sempre disponível nas missões presidenciais).”
Essa não foi a primeira vez que o presidente enfrentou problemas com aeronaves. Em outubro do ano passado, o avião presidencial VC-1 apresentou falha técnica após decolar do México, obrigando o retorno após cinco horas de voo para despejo de combustível.
Lula diz que vai dormir em barco durante a COP30 em Belém
Durante entrevista nesta sexta-feira (3), Lula afirmou que não faltarão acomodações em Belém para os participantes da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), que ocorrerá em novembro na capital paraense. Ele declarou que pretende se hospedar em um barco durante o evento.

“Eu vou querer dormir no barco, ainda não tem o barco, mas eu vou encontrar um barco, que eu vou dormir no barco. Porque eu não quero luxo, eu quero vir participar dessa COP porque essa COP tem que ser a COP da verdade. Até agora a gente vai tomando muitas decisões e não tem cumprido as decisões que a gente toma”, afirmou.
A alta nos preços de hospedagem gerou preocupação entre participantes e organizações da sociedade civil, o que levou a ONU a ampliar o valor da ajuda diária para hospedagem — de US$ 144 para US$ 197 — destinada a países de menor renda.
A organização brasileira também disponibilizou 2,5 mil quartos individuais com valores subsidiados, variando entre US$ 100 e US$ 600.
Cerca de 45 mil pessoas devem participar da COP30. Para suprir a demanda, o governo expandiu os 18 mil leitos disponíveis em Belém e contratou dois navios de cruzeiro para funcionarem como hotéis flutuantes, com capacidade total de 6 mil leitos.
Além disso, três novos hotéis de alto padrão estão sendo construídos por grupos internacionais, e parcerias com plataformas virtuais de hospedagem ampliaram a oferta de acomodações temporárias.