Conab aponta índices de vegetação acima da média histórica nas lavouras de inverno

    Boletim de Monitoramento Agrícola indica condições climáticas favoráveis para as culturas de inverno e para a colheita de algodão e milho segunda safra, mas alerta para riscos no Rio Grande do Sul

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    Lavoura de trigo sob luz do fim da tarde, ilustrando as condições favoráveis para as culturas de inverno apontadas pelo Boletim de Monitoramento Agrícola da Conab, com índices de vegetação acima da média histórica.

    Lavoura de trigo em desenvolvimento durante o inverno. Boletim da Conab aponta índices de vegetação acima da média histórica e condições favoráveis para o desenvolvimento das culturas em grande parte do Brasil.

    28deJulhode2026ás15:00

    Os índices de vegetação das lavouras de inverno seguem acima da média histórica e do registrado no ciclo passado, impulsionados pelas condições climáticas favoráveis entre 1º e 21 de julho.

    A avaliação consta no Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que também aponta avanços na colheita do algodão e do milho segunda safra na maior parte do país.

    O principal alerta é para o Rio Grande do Sul, onde o excesso de chuvas pode comprometer a produtividade.

    Segundo o levantamento, o tempo seco predominou em grande parte do Brasil, enquanto as chuvas mais intensas se concentraram nas regiões Norte e Sul e no litoral leste do Nordeste.

    No Amazonas e em Roraima, o bom volume de chuvas beneficiou o desenvolvimento da soja e do milho terceira safra. Já no Pará, em Rondônia e no Tocantins, o tempo firme contribuiu para a maturação e a colheita do algodão e do milho segunda safra.

    Sul tem bom desenvolvimento do trigo, mas chuvas preocupam no Rio Grande do Sul

    Na Região Sul, o frio e as geadas ocasionais favoreceram o desenvolvimento inicial do trigo, enquanto a boa umidade do solo beneficiou o milho segunda safra no Paraná.

    No Rio Grande do Sul, o período de tempo firme favoreceu o desenvolvimento do trigo. No entanto, as chuvas intensas registradas no fim de julho acenderam um alerta para possíveis danos às plantas e para o risco de lixiviação, processo em que o excesso de água remove nutrientes e reduz a fertilidade do solo.

    A Conab ressalta que os indicadores de saúde das lavouras refletem a situação observada apenas até 20 de julho. Por isso, os impactos provocados pelos temporais mais recentes ainda não estão contemplados nos dados divulgados.

    Nordeste enfrenta restrição hídrica em parte das áreas agrícolas

    No Nordeste, a falta de chuvas reduziu o armazenamento de água no solo na região do Sealba — formada por Sergipe, Alagoas e o nordeste da Bahia —, afetando as lavouras de feijão e de milho terceira safra.

    No Matopiba — Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia —, o tempo seco favoreceu a maturação e a colheita do algodão e do milho segunda safra.

    Centro-Oeste e Sudeste avançam na colheita

    Nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, o tempo firme, o ar seco e as temperaturas mais baixas favoreceram a maturação do algodão e a secagem natural do milho segunda safra.

    Em contrapartida, no sudoeste de Mato Grosso do Sul, a deficiência de água no solo afetou as lavouras de trigo durante as fases de floração e enchimento de grãos, período em que a cultura apresenta maior demanda por umidade, reduzindo o potencial produtivo do cereal.

    Boletim reúne dados climáticos e imagens de satélite

    O Boletim de Monitoramento Agrícola é elaborado em parceria entre a Conab, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Glam).

    O documento reúne informações obtidas por satélites e observações de campo para acompanhar as condições climáticas e o desenvolvimento das lavouras, que subsidiam as estimativas mensais da safra brasileira.

    A análise completa, com mapas, gráficos e informações detalhadas sobre o comportamento climático e a evolução das lavouras, está disponível no portal da Conab.

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