Tecnologia, investimento e proteção
Contratação de seguros deixou de ser um custo opcional para se tornar uma etapa essencial no planejamento estratégico do produtor rural


A cidade de Ribeirão Preto (SP) foi palco, na virada do mês, de mais uma edição da Agrishow, uma das maiores feiras de tecnologia agrícola da América Latina.
O evento reuniu mais de 800 marcas expositoras e atraiu milhares de profissionais do setor agropecuário, numa troca riquíssima entre todos os agentes do mercado, dos menores aos maiores, em todas as especialidades do não menos rico campo brasileiro.
Com isso, eventos como a Agrishow consolidam-se como vitrines vibrantes de inovações, tecnologias de ponta e soluções financeiras — como crédito rural e seguros — voltadas ao agronegócio. E, claro, sinalizam os rumos que as muitas culturas e ramos da pecuária devem tomar no futuro próximo.
Nesse ambiente, chamaram a atenção na Agrishow lançamentos de equipamentos e tecnologias que conectam o Brasil com o que há de mais avançado no mundo quando o assunto são as atividades agropecuárias.
Entre os principais destaques da feira, estava o trator mais potente e tecnológico já produzido pela fabricante norte-americana John Deere, com valor estimado em cerca de R$ 6 milhões. Trata-se do maior trator de produção em série no mundo, segundo a fabricante.
Já a também norte-americana New Holland impressionou com a colheitadeira CR11, a maior já fabricada pela marca no Brasil.
Avaliada em aproximadamente US$ 2 milhões, a máquina é uma evolução da linha CR e se destacou por seu desempenho recorde: foram 481,2 toneladas de soja colhidas em oito horas, além de 798 toneladas de trigo no mesmo período — marcas que quebraram os recordes nacional e mundial, respectivamente.
Um reflexo direto da liderança global que o Brasil exerce no meio rural.
Esses prodígios tecnológicos de altíssimo desempenho refletem o nível de investimento necessário para operar com competitividade no campo.
E os números reforçam esse cenário otimista: segundo o IBGE, a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas no Brasil deve atingir um recorde de 327,6 milhões de toneladas em 2025 — um crescimento de 11,9% em relação a 2024.
No entanto, tamanho avanço tecnológico e produtivo exige mais do que máquinas modernas — exige também segurança e gestão de riscos.
O alto valor dos equipamentos, aliado às variáveis climáticas e operacionais, torna indispensável a adoção de medidas de proteção.
Operadores capacitados, manutenção preventiva com apoio dos fabricantes e a contratação de seguros agrícolas específicos são estratégias fundamentais para garantir a longevidade dos ativos e a continuidade das operações.
No caso dos seguros, as modalidades disponíveis hoje oferecem coberturas amplas, que incluem incêndio, danos elétricos, roubo e até falhas operacionais.
Esses instrumentos ajudam a preservar o patrimônio e asseguram a continuidade das atividades mesmo diante de imprevistos.
E não se trata de riscos eventuais: só em 2024, o Brasil registrou mais de 109 mil focos de incêndio — um aumento de 78% em relação a 2023.
As queimadas atingiram terras indígenas, grandes propriedades rurais e, em muitos casos, destruíram equipamentos e estruturas armazenadas nas fazendas, gerando prejuízos significativos.
Além disso, o país enfrentou enchentes históricas no Rio Grande do Sul, que afetaram mais de 90% dos municípios do estado, deixando milhares de desabrigados e causando perdas econômicas bilionárias, especialmente no setor agrícola.
Outro fator de preocupação crescente é o roubo e furto de equipamentos agrícolas, como tratores e seus componentes, que representam alvos valiosos devido ao alto valor agregado e à vulnerabilidade física e eletrônica das propriedades.
Esses eventos — incêndios, enchentes, roubos e furtos — não são mais exceções, mas, sim, reflexos de um cenário climático e social instável.
Diante disso, a contratação de seguros deixou de ser um custo opcional para se tornar uma etapa essencial no planejamento estratégico do produtor rural.
Com o crescimento das opções de acesso ao crédito rural e o uso intensivo de financiamento para aquisição de máquinas, o seguro passa a integrar um ciclo virtuoso de proteção e sustentabilidade.
Seguradoras como a MAPFRE, com duas décadas de atuação no seguro rural, oferecem soluções customizadas para proteção de equipamentos de alto valor e das próprias propriedades rurais.
É por orientações e discussões desse tipo que um evento como a Agrishow tem o poder de dar protagonismo ao agronegócio brasileiro no cenário global, destacando a importância da profissionalização, da inovação e da gestão de riscos como pilares do crescimento sustentável no campo.