Lula quer dialogar com produtores rurais para baixar preço dos alimentos
Presidente reconheceu que alguns alimentos seguem com preços elevados e citou a carne
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A escalada dos preços dos alimentos se tornou um dos principais desafios do governo federal no início do ano.
Enquanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, aposta na queda do dólar e na expectativa de uma safra recorde em 2025 para aliviar a inflação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vê o diálogo com produtores rurais como caminho para reduzir os custos.
Em entrevista a rádios de Minas Gerais, Lula reconheceu que alguns alimentos seguem com preços elevados e afirmou que o governo está em constante negociação com setores produtivos e de distribuição para buscar soluções.
O presidente destacou que o tema foi discutido com o Ministério da Fazenda e que ainda nesta semana se reunirá com representantes da cadeia produtiva da carne e do Ministério da Agricultura.
“É preciso dialogar com os setores produtivos para evitar que os preços dos alimentos continuem pesando no bolso do povo brasileiro”, afirmou.
Lula mencionou, especificamente, a alta da carne, que chegou a cair 30% em 2023, mas voltou a subir nos últimos meses. Segundo ele, não há um único fator que explique essa oscilação, o que reforça a necessidade de ajustes.
"A inflação causa muito prejuízo ao trabalhador", disse o presidente. "Precisamos entender por que alguns produtos subiram tanto nos últimos 12 meses e buscar soluções para estabilizar os preços."
Lula também ressaltou que, embora a inflação esteja sob controle e o emprego em alta, a prioridade do governo é garantir que a cesta básica se torne mais acessível.
“Temos consciência de que vamos reduzir a inflação e o custo de vida. A cesta básica precisa estar compatível com o poder aquisitivo da população, porque o que o povo precisa é de alimento de qualidade e com preço justo na mesa”, afirmou.
Alta dos combustíveis
Outro fator que preocupa o governo é o aumento dos preços dos combustíveis. A Petrobras anunciou recentemente reajustes no valor do óleo diesel, o que pode impactar diretamente os custos do transporte e, consequentemente, o preço dos alimentos.
“Nós estamos discutindo como minimizar esse impacto, porque quando o diesel sobe, o custo do transporte aumenta e isso se reflete no preço final para o consumidor”, explicou Lula.
Reforma ministerial segue em discussão
Durante a entrevista, o presidente também foi questionado sobre uma possível reforma ministerial e a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para um cargo no governo. Lula disse que não tem pressa para mudanças, mas que pretende “ajustar as peças” conforme necessário.
O PSD, um dos principais aliados do governo, já ocupa três ministérios: Minas e Energia, com Alexandre Silveira; Agricultura e Pecuária, com Carlos Fávaro; e Turismo, com Celso Sabino. Segundo Lula, ao menos Silveira permanecerá no cargo.
“Não há por que mexer em algo que está promovendo uma verdadeira revolução no setor energético e mineral do país”, afirmou o presidente.
Ele também destacou que qualquer mudança na equipe será discutida com os partidos aliados.