União Brasil e PP deixam governo Lula e pedem saída de ministros
Partidos cobram entrega de cargos e apoiam anistia do 8 de Janeiro
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A federação formada por União Brasil e PP oficializou nesta terça-feira (2) o rompimento com o governo Lula (PT) e determinou que os ministros André Fufuca (Esporte) e Celso Sabino (Turismo) deixem a Esplanada até o fim do mês.
A decisão foi anunciada em Brasília nesta terça-feira (2) pelos presidentes das siglas, Antonio Rueda e Ciro Nogueira, que também orientaram filiados a renunciar a cargos federais sob pena de punição partidária.
“A partir de agora, qualquer integrante da União Progressista que faça parte do governo deverá entregar seu cargo. Nós não temos identificação com a ideologia desse governo e não tem porque fazermos parte de uma administração na qual não acreditamos”, afirmou o PP em nota.
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Rueda reforçou que a medida atende a uma cobrança dos eleitores.
“Esta decisão representa um gesto de clareza e de coerência. É isso que o povo brasileiro e os eleitores exigem de seus representantes”, declarou.
A ruptura vinha sendo articulada há meses e foi acelerada após atritos entre Lula e lideranças do Centrão. Além do desembarque, a federação decidiu apoiar um projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, mantendo, porém, a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Apesar da saída, permanecem nos ministérios Waldez Góes (Desenvolvimento Regional) e Frederico de Siqueira Filho (Comunicações), ambos indicados pelo senador Davi Alcolumbre (União-AP).
O movimento ocorre no mesmo dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o julgamento de Bolsonaro pelos ataques golpistas.