Algodão brasileiro certificado é protagonista na SPFW 60 com desfile sobre rastreabilidade e sustentabilidade
Movimento Sou de Algodão, da Abrapa, apresenta coleção “Trajetórias” com 36 looks all black e reforça a conexão entre campo e passarela
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O algodão brasileiro com certificação socioambiental será o protagonista do 4º desfile do movimento Sou de Algodão na São Paulo Fashion Week (SPFW), principal semana de moda do país, que chega à sua 60ª edição entre os dias 13 e 20 de outubro.
O desfile do movimento acontece no dia 17 de outubro, às 19h, no Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque Ibirapuera, em São Paulo.
Com o tema “Trajetórias”, a coleção celebra o caminho do algodão certificado — do campo à criação — com 36 looks all black, todos produzidos a partir de fibras rastreáveis que integram o programa SouABR (Algodão Brasileiro Responsável), da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).
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Moda rastreável: o futuro é coletivo
O desfile traz um panorama inédito da rastreabilidade do algodão no Brasil: 82 fazendas, 61 produtores, seis estados e seis indústrias têxteis participam da cadeia de custódia que garante a origem da fibra usada nas peças.
“Em nosso quarto desfile na SPFW, a rastreabilidade do algodão brasileiro com certificação socioambiental assume o protagonismo”, destaca Silmara Ferraresi, gestora do movimento Sou de Algodão e diretora de Relações Institucionais da Abrapa.
“É uma trajetória coletiva que reúne produtores, indústrias e estilistas para mostrar que o futuro da moda é responsável e transparente.”

O presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, reforça a simbologia da passarela.
“Cada peça é fruto de uma conexão genuína entre campo e passarela. O algodão brasileiro é símbolo de qualidade, rastreabilidade e compromisso com práticas responsáveis; valores que ganham forma e significado neste desfile”.
Seis estados, uma só fibra
O desfile reúne criações compostas por algodão cultivado na Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Piauí — estados onde o programa ABR certifica propriedades com padrões sociais, ambientais e de governança.
Seis indústrias têxteis brasileiras também participam do ciclo produtivo: Cataguases e RenauxView (camisaria), Santana Textiles e Vicunha (denim), Dalila (malharia) e Fio Puro (fiação).
Cada tecido carrega a história de uma fibra cultivada com responsabilidade e rastreabilidade, conectando o produtor ao consumidor final.

Trajetórias: conceito e styling por Paulo Martinez
O stylist Paulo Martinez define o conceito “Trajetórias” como uma celebração dos caminhos percorridos pelo algodão — do campo ao corpo.
A escolha do all black é simbólica: representa a união de todas as cores e etapas do processo criativo.
“O conceito do all black veio de um lugar de comemoração, inspirado em uma festa black tie para celebrar os 30 anos da semana de moda paulistana”, explica Martinez. “Mais do que uma estética, é um gesto de respeito. Um agradecimento a todos que constroem a moda de forma consciente e coletiva.”
Os estilistas e suas visões
Seis estilistas participam da criação dos 36 looks: Alexandre Herchcovitch, ALUF, Amapô, David Lee, Fernanda Yamamoto e Weider Silveiro.
Cada um reinterpretou o algodão rastreável com liberdade criativa, revelando a versatilidade da fibra — do luxo à alfaiataria desconstruída, do artesanal ao contemporâneo.
O algodão como símbolo de união
Em “Trajetórias”, o Sou de Algodão reafirma o compromisso da moda brasileira com a transparência, a inovação e o propósito coletivo.
“Ver o Sou de Algodão celebrar essa trajetória é testemunhar a força da moda brasileira quando ela se conecta à sua origem e projeta o futuro com consciência”, afirma Paulo Borges, idealizador e diretor criativo da SPFW.
“Este desfile traduz a beleza do ciclo completo — da fibra à criação — e reafirma que inovação e responsabilidade caminham juntas no novo tempo da moda.”