Raízen amplia moagem e produção de açúcar na safra 2025/26
Prévia operacional do 2º trimestre mostra avanço na produção de açúcar, maior participação do produto no mix e queda no ATR médio
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A Raízen divulgou, na quarta-feira (22), a sua prévia operacional referente ao segundo trimestre da safra 2025/26 (2T25/26).
Os resultados preliminares apontam alta na moagem de cana-de-açúcar e maior produção de açúcar no período.
A moagem totalizou 35,1 milhões de toneladas, ante 32,9 milhões de toneladas registradas no segundo trimestre da safra anterior (2024/25).
Apesar do aumento no volume processado, houve queda na produtividade agrícola, com o ATR (Açúcar Total Recuperável) recuando de 147 kg/tonelada para 142 kg/tonelada na comparação anual.
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Segundo a companhia, as condições climáticas do trimestre favoreceram a aceleração da colheita.
No acumulado do ano-safra, o ATR médio caiu de 136 kg/ton para 133 kg/ton, reflexo de impactos climáticos e queimadas durante a safra passada, geadas em determinadas regiões e da venda de 1,3 milhão de toneladas de cana — medida voltada à otimização de ativos e à desmobilização da Usina Santa Elisa.
Produção e mix
A qualidade da matéria-prima contribuiu para a maximização da produção de açúcar, que passou de 3,7 milhões de toneladas no 2T24/25 para 4,8 milhões de toneladas no 2T25/26. No acumulado do ano-safra, entretanto, o indicador caiu de 8,3 milhões para 7,6 milhões de toneladas.
O mix de produção no trimestre foi de 56% para açúcar e 44% para etanol, ante 52% e 48%, respectivamente, no mesmo período do ciclo anterior.
Vendas e bioenergia
As vendas de açúcar somaram 1,5 milhão de toneladas, abaixo das 2,1 milhões do 2T24/25. De acordo com a Raízen, o desempenho está em linha com o plano da safra atual, enquanto o volume anterior refletiu um ritmo atípico de embarques, concentrado no primeiro semestre.
As vendas de etanol também recuaram, de 974 mil m³ para 817 mil m³. Em contrapartida, a produção de etanol de segunda geração (E2G) avançou significativamente, de 15,0 mil m³ para 42,9 mil m³, impulsionada pelas plantas Univalem, Barra e Bonfim.
Na bioenergia, a cogeração atingiu 755 mil MWh, contra 783 mil MWh no mesmo período do ano anterior, resultado da menor disponibilidade de biomassa.
Distribuição de combustíveis
No segmento de distribuição, a Raízen estima expansão dos volumes comercializados no Brasil para um intervalo entre 7,4 milhões e 7,5 milhões de m³ no 2T25/26, ante 7,0 milhões de m³ no mesmo trimestre da safra 2024/25.
No acumulado do ano, a projeção é de 14,15 a 14,25 milhões de m³, frente a 13,71 milhões de m³ no ciclo anterior.
A companhia afirmou que a previsão está “em linha com o plano operacional e com o avanço das medidas de combate ao mercado ilegal”.
Na Argentina, a empresa também projeta aumento dos volumes comercializados, de 1,6 milhão para entre 1,75 milhão e 1,8 milhão de m³ no 2T25/26, e de 3,45 milhões a 3,55 milhões de m³ no acumulado do ano-safra.