O que ainda trava o acordo Mercosul–UE às vésperas da assinatura
Salvaguardas propostas pela União Europeia, resistência de países como França e Itália e entraves políticos no Parlamento Europeu mantêm incertezas
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O governo brasileiro trabalha com a expectativa de que o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) seja assinado no sábado (20), durante a 67ª Cúpula do Mercosul e Estados Associados.
Segundo o Itamaraty, porém, há preocupações em relação às salvaguardas que deverão ser apresentadas pelo bloco europeu.
“Nossa expectativa é de assinar o acordo no sábado, mas, de fato, as salvaguardas são motivo de preocupação”, disse, nesta segunda-feira (15), a secretária de América Latina e Caribe do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Gisela Padovan.
A afirmação foi feita durante coletiva de imprensa que detalhou a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cúpula de chefes de Estado, marcada para o dia 20, em Foz do Iguaçu (PR).
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O encontro deverá contar com a presença da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Agenda do Mercosul
No dia 19, véspera da reunião de chefes de Estado, está prevista uma reunião preparatória do bloco, com a participação de ministros das áreas econômicas.
As agendas devem abordar, entre outros pontos, a entrada de novos membros no Mercosul e temas de interesse comum, como os impactos das mudanças climáticas.
Segundo Gisela Padovan, o Brasil trabalha para incluir a Bolívia como Estado Parte do Mercosul. “Diversas reuniões têm sido feitas com esse objetivo, para que [a Bolívia] entre rápido [no bloco]”, afirmou a secretária, ao ponderar que o processo depende da verificação do cumprimento de pré-requisitos por parte do país.