Como o agro impacta a indústria de sorvetes
Mesmo de forma indireta, clima, custos e oferta de insumos moldam decisões do setor, que aposta em eficiência e previsibilidade ao longo da cadeia

De acordo com a entidade, a indústria consegue absorver variações moderadas de oferta por meio de seus fornecedores e de estratégias de diversificação.
Embora dependa de matérias-primas de origem agropecuária, como leite, açúcar e frutas, a indústria brasileira de sorvetes não mantém relação direta com produtores rurais.
Segundo a Associação Brasileira do Sorvete e Outros Gelados Comestíveis (Abrasorvete), o setor opera por meio de fornecedores industriais, como laticínios, usinas e indústrias de polpas, que fazem a intermediação entre o campo e a indústria final.
“A relação da Abrasorvete com o agronegócio é indireta. Nossa atuação se dá por meio de fornecedores industriais, laticínios, usinas de açúcar e indústrias de polpas de frutas, e não por contato direto com produtores rurais”, afirma Martin Eckhardt, diretor da entidade.
Nesse modelo, as oscilações típicas do setor agropecuário — como variações de preços, efeitos climáticos e mudanças na oferta — chegam à indústria de forma indireta, refletidas nos preços e na disponibilidade dos insumos já processados.
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De acordo com Eckhardt, a volatilidade nos preços do leite, do açúcar e das frutas afeta o setor por meio das indústrias fornecedoras.
A estratégia, segundo ele, tem sido absorver parte dessas oscilações e realizar ajustes graduais de preços.
“A volatilidade desses insumos impacta a indústria de forma indireta, já que as compras são realizadas junto a laticínios, usinas e indústrias de polpas de frutas, e não diretamente com produtores rurais. Oscilações de preço tendem a ser absorvidas parcialmente por meio de negociações contratuais, ganho de eficiência operacional e ajustes graduais de precificação, sempre buscando preservar competitividade e previsibilidade para o consumidor final.”
Foco dos investimentos
