RS erradica foco de greening e amplia monitoramento para 230 propriedades

    Após confirmar a presença da doença em Palmitinho, equipes estaduais e federais removeram plantas infectadas e iniciaram fiscalização em área ampliada

    RS erradica foco de greening e amplia monitoramento para 230 propriedades
    12deJunhode2026ás10:00

    O governo do Rio Grande do Sul concluiu a erradicação do primeiro foco de greening (HLB) registrado no Estado e ampliou as ações de vigilância fitossanitária em Palmitinho, no Médio Alto Uruguai.

    Após eliminar cerca de 60 plantas com sintomas da doença na área de contenção inicial, as equipes da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) iniciaram na quinta-feira (11) uma nova etapa de monitoramento que alcançará aproximadamente 230 propriedades rurais em um raio de 2,4 quilômetros ao redor do foco identificado.

    Desde a confirmação do caso, anunciada na última segunda-feira (8), servidores estaduais e federais atuam para impedir a disseminação da doença, considerada a mais severa da citricultura mundial.

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    laranja greening rio grande do sul

    As medidas adotadas incluem a eliminação de plantas infectadas, o controle do psilídeo Diaphorina citri — inseto responsável pela transmissão da bactéria causadora da doença — e a vigilância das áreas vizinhas ao foco. As atividades são realizadas em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), seguindo as diretrizes do Programa Nacional de Prevenção e Controle do Huanglongbing (PNCHLB).

    “A confirmação do foco exige uma resposta rápida e coordenada. O Rio Grande do Sul realiza há anos ações de monitoramento e prevenção, o que permitiu identificar o problema e adotar imediatamente as medidas de contenção. Nosso objetivo é proteger a citricultura gaúcha e evitar que a doença se estabeleça no Estado”, afirmou o titular da Seapi, Márcio Madalena.

    Segundo o diretor do DDV, Ricardo Felicetti, a vigilância será intensificada nos próximos dias.

    “Vamos localizar todos os pontos críticos, identificar possíveis ocorrências da doença e reforçar as medidas de contenção para impedir sua disseminação”, explica.

    Hipótese aponta para mudas contaminadas

    De acordo com a Defesa Vegetal, a principal hipótese para a introdução do greening no Rio Grande do Sul é a utilização de mudas já contaminadas.

    Por isso, o DDV orienta produtores e consumidores a adquirirem exclusivamente mudas produzidas conforme a legislação federal, com origem comprovada, rastreabilidade e garantia fitossanitária.

    Anos de monitoramento antecederam a detecção

    A identificação do foco em Palmitinho ocorreu após um trabalho contínuo de vigilância realizado pela Defesa Vegetal nos últimos anos.

    Entre novembro de 2025 e março de 2026, foram instaladas e monitoradas 374 armadilhas em 77 municípios gaúchos, resultando em 4.326 leituras voltadas à detecção do psilídeo transmissor da doença.

    Ao longo de 2025, a Seapi promoveu 211 inspeções em pomares distribuídos por 65 municípios e coletou 13 amostras suspeitas. Todas apresentaram resultado negativo para a bactéria causadora do greening.

    Já em 2026, antes da confirmação do caso em Palmitinho, outras 47 inspeções haviam sido realizadas em 19 municípios, também sem registros positivos.

    Considerado a doença mais severa da citricultura mundial, o greening não tem cura e afeta todas as espécies de citros. Além de reduzir a produtividade e a qualidade dos frutos, a enfermidade pode levar à morte das plantas e causar prejuízos significativos para toda a cadeia produtiva.

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