Senador acusa MST de planejar invasões com apoio do governo durante “Abril Vermelho”

Sistema FAEP repudia avanço de invasão em propriedade no Oeste do Paraná

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O Abril Vermelho, mobilização nacional do MST, relembra o Massacre de Eldorado do Carajás (PA),  (Foto - Foto: Emilly Firmino)

O Abril Vermelho, mobilização nacional do MST, relembra o Massacre de Eldorado do Carajás (PA), (Foto - Foto: Emilly Firmino)

03deAbrilde2025ás15:25

O senador Jorge Seif (PL-SC) afirmou nesta quarta-feira (2), em pronunciamento no Plenário, que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) prepara uma nova onda de invasões de terras durante o chamado “Abril Vermelho”, com apoio do governo federal.

Segundo ele, produtores rurais estão sob ameaça, enquanto o Estado ignora a gravidade da situação.

“A propriedade privada é um dos fundamentos da democracia. Sem ela, não há progresso, não há estabilidade, não há crescimento econômico. E se nós aceitarmos que grupos organizados transformem o mês de abril em uma onda de invasões e desordem, entraremos no caos”, declarou.

Seif também criticou o Decreto 11.637/2023, que altera as regras para seleção, permanência e titulação de famílias beneficiárias da reforma agrária.

Segundo o senador, o texto “prioriza famílias acampadas, que participam de invasões, em detrimento daqueles que aguardam legalmente o acesso à terra”.

“É algo inadmissível e inacreditável. O decreto facilita a vida de quem invade terras e cria uma regra que dá mais pontos para as famílias acampadas, ou seja, aqueles que participam em invasões, num processo de seleção para a reforma agrária. Na prática, isso significa que quem invade tem mais chance de ganhar um pedaço de terra do que quem segue a lei e aguarda a sua vez de forma legal”, protestou.

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O Abril Vermelho, mobilização nacional do MST, relembra o Massacre de Eldorado do Carajás (PA), ocorrido em 17 de abril de 1996, quando 21 camponeses foram mortos durante uma ação da Polícia Militar. 

Durante o período, o movimento intensifica invasões de terras, protestos e reivindicações por reforma agrária.

Em 2024, o MST realizou 26 invasões e criou cinco novos acampamentos em 13 estados e no Distrito Federal.

Sistema FAEP repudia avanço de invasões no Oeste do Paraná